Sobra Tanta Falta
O Teatro Mágico
Composição: C. Trevisan
Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo
Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu
Sei lá... sei lá... sei lá....
Se o que deu é meu...
Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve...
sábado, 2 de janeiro de 2010
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Mais uma vez
E mais uma vez
Eu me pego chorando
Por tudo aquilo que aconteceu
Pelos sonhos não realizados
E as promessas não cumpridas
Nem com flores serão esquecidas
Vivo agora á rastejar me pelas ruas á procura
De um jardim que me complete
Um jardim com poucas cores
Onde flores brotem de dores
Assim como a minha
Quero um jardim
Para aprender a cultivar isso
Feito de cores escuras
Com pinceladas de amargura
E um traço de ternura
Uma tarde me disseram:
''Rosas negras não existem''
Então como explicar
Que nas suas tantas rachaduras
Meu coração cultivou uma ?
Já escureceu lá fora
E eu nem senti
Meu corpo já está acostumado com o frio
Porque o lá de fora não é maior do que o aqui de dentro
Eu tentei falar
Mas iriam custar á acreditar
Que o meu coração
Com a pouca esperança que ainda o faz pulsar
Plantou isso
Há uma rosa negra em mim.
P.S. Esse não saiu de mim, mas ao que parece foi feito pra mim.
Eu me pego chorando
Por tudo aquilo que aconteceu
Pelos sonhos não realizados
E as promessas não cumpridas
Nem com flores serão esquecidas
Vivo agora á rastejar me pelas ruas á procura
De um jardim que me complete
Um jardim com poucas cores
Onde flores brotem de dores
Assim como a minha
Quero um jardim
Para aprender a cultivar isso
Feito de cores escuras
Com pinceladas de amargura
E um traço de ternura
Uma tarde me disseram:
''Rosas negras não existem''
Então como explicar
Que nas suas tantas rachaduras
Meu coração cultivou uma ?
Já escureceu lá fora
E eu nem senti
Meu corpo já está acostumado com o frio
Porque o lá de fora não é maior do que o aqui de dentro
Eu tentei falar
Mas iriam custar á acreditar
Que o meu coração
Com a pouca esperança que ainda o faz pulsar
Plantou isso
Há uma rosa negra em mim.
P.S. Esse não saiu de mim, mas ao que parece foi feito pra mim.
domingo, 8 de novembro de 2009
A mordaça se recola e impõe
tudo é selado, calado
a chama intensifica, queima mais forte,
mas não torna maleável, faz endurerecer
É sempre igual, final de livro previsível
tal qual novela global
mas sei que não é conto de fadas
Nessa história anjos são egoístas e bruxas têm final feliz
camponesa desmerecida continua campeando entre maças podres,
flores sem perfume e vestidos sem renda, sem um príncipe...
Fica sem si mesma.
M.M.B
tudo é selado, calado
a chama intensifica, queima mais forte,
mas não torna maleável, faz endurerecer
É sempre igual, final de livro previsível
tal qual novela global
mas sei que não é conto de fadas
Nessa história anjos são egoístas e bruxas têm final feliz
camponesa desmerecida continua campeando entre maças podres,
flores sem perfume e vestidos sem renda, sem um príncipe...
Fica sem si mesma.
M.M.B
10 COISAS QUE ODEIO EM VOCÊ
Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirige o meu carro
E odeio o seu desleixo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Ainda mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar
Amor não é o que só tira, só exuge, só faz doer...
O amor é sempre paciente e generoso;
Nunca é invejoso;
O amor nunca é prepotente nem orgulhoso;
Não é rude nem egoista;
Não se ofende nem se recente do mal;
Não se alegra do pecado alheio;
Mas se regojisa com a verdade;
E tudo perdoa, tudo cre, tudo espera e tudo tolera
Nunca é invejoso;
O amor nunca é prepotente nem orgulhoso;
Não é rude nem egoista;
Não se ofende nem se recente do mal;
Não se alegra do pecado alheio;
Mas se regojisa com a verdade;
E tudo perdoa, tudo cre, tudo espera e tudo tolera
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Hoje acordei com vontade de Cazuza
Despertei num ato sem ato...que me exige negrura... acordei para um sono-pesadelo de outrora.
A auróra bruxiliante da luz (sim pq luz pra mim é susto, é pavor) foi-se embora e trouxe a negritude que sempre me fez sentido e foi lugar comum.
Fico me perguntando se, em algum dia, a claridade ofuscante dos breves lampejos de luz, foram mesmo reais, se existiram... Ou fechei os olhos e criei luz no buraco negro? Hoje eu acordei com vontade de Cazuza, com gosto de quem quer a sorte de um amor tranquilo e deixar de lado o querer de uma ideologia pra viver.
Acordei com raiva de Agenor porque foi-se sem me levar dessa breve vida louca. Não quero mais segredos de amor contados ao pé do ouvido, como segredos de liquidificador e codinomes..sequer quero o beija flor.
"Pra mim o amor é o contrário da morte, por isso não tenho medo de morrer porque estou amando." Na verdade quero morrer com o gosto desse amor novo, com frescor de café que acabou de ser feito e ainda não azedou de rancor.Precisa ser logo...amores envelhecem cedo demais.Acho que estou cansada..." ... cansado (a) de correr na direção contrária/sem pódium de chegada ou beijo de namorada (o)/ eu sou mais um cara (??? rsrs)/mas se vc achar que eu tô derrotado (a).." Vc acertou! Cazuza sempre acerta.. e hoje acordei com vonatde de beber Cazuza.. sede das "feridas vivas da vida e algum remédio pra me livrar desse tédio (dessa dor)... pq o tempo não pára, não pára..."
"O amor é o ridículo da vida, a gente procura nele uma pureza impossível/uma pureza que tá sempre se pondo, indo embora/ a vida veio e me levou com ela/sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue/bonita e breve/como borboletas que vivem 24 horas/ Morrer não dói." Cazuza
A auróra bruxiliante da luz (sim pq luz pra mim é susto, é pavor) foi-se embora e trouxe a negritude que sempre me fez sentido e foi lugar comum.
Fico me perguntando se, em algum dia, a claridade ofuscante dos breves lampejos de luz, foram mesmo reais, se existiram... Ou fechei os olhos e criei luz no buraco negro? Hoje eu acordei com vontade de Cazuza, com gosto de quem quer a sorte de um amor tranquilo e deixar de lado o querer de uma ideologia pra viver.
Acordei com raiva de Agenor porque foi-se sem me levar dessa breve vida louca. Não quero mais segredos de amor contados ao pé do ouvido, como segredos de liquidificador e codinomes..sequer quero o beija flor.
"Pra mim o amor é o contrário da morte, por isso não tenho medo de morrer porque estou amando." Na verdade quero morrer com o gosto desse amor novo, com frescor de café que acabou de ser feito e ainda não azedou de rancor.Precisa ser logo...amores envelhecem cedo demais.Acho que estou cansada..." ... cansado (a) de correr na direção contrária/sem pódium de chegada ou beijo de namorada (o)/ eu sou mais um cara (??? rsrs)/mas se vc achar que eu tô derrotado (a).." Vc acertou! Cazuza sempre acerta.. e hoje acordei com vonatde de beber Cazuza.. sede das "feridas vivas da vida e algum remédio pra me livrar desse tédio (dessa dor)... pq o tempo não pára, não pára..."
"O amor é o ridículo da vida, a gente procura nele uma pureza impossível/uma pureza que tá sempre se pondo, indo embora/ a vida veio e me levou com ela/sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue/bonita e breve/como borboletas que vivem 24 horas/ Morrer não dói." Cazuza
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Arroz e feijão
Sua boca, minha boca
meus lábios, sua pele
Suas mãos, meus seios
meus sussurros, seu salivar
Seus dentes, meus mamilos
meu calor seu arrepio
Sua língua, meu pescoço
minha respiração, seu arfar
Sua coxa... entre as minhas cativa
meu cetim, seus pêlos
Seu prazer, meuprazer
meu gemido,seudelírio
Sua rigidez, meu néctar... Nosso paraíso.
M.M.B
Sua boca, minha boca
meus lábios, sua pele
Suas mãos, meus seios
meus sussurros, seu salivar
Seus dentes, meus mamilos
meu calor seu arrepio
Sua língua, meu pescoço
minha respiração, seu arfar
Sua coxa... entre as minhas cativa
meu cetim, seus pêlos
Seu prazer, meuprazer
meu gemido,seudelírio
Sua rigidez, meu néctar... Nosso paraíso.
M.M.B
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Memórias de minhas primeiras leituras.
Tremia de frio na solitude de meu oitavo inverno.Sempre apreciei as baixas temperaturas, assim sentia minha calidez como se fora sinal de vida em mim.O Pica-pau me irritava e mais ainda as risadas que todos cuspiam no ar a cada “hehehehehe...” do pestilento e previsível animalzinho televisivo. Eu não tinha permissão pra mexer entre as coisas de minha irmã, mas nunca segui as regras, sempre as desvirtuei e quis afrontá-las só pelo prazer de fazê-lo. Sou filha caçula..caçulas têm prazer em irritar.Entre Júlias, Sabrinas e Biancas que sempre me pareceram mulheres sem nada a dizer, encontrei a voz masculina de William Somerset Maugham. Sempre me relacionei melhor com a objetividade masculina que com as complexidades femininas.Não imaginava possuir em minhas pequenas mãos pueris obra tão inquietante. Ao ler suas páginas de lutas redentoras, perguntas inquietantes, pensamento profundos acerca da morte e d’alma...não suporia, em minha ingenuidde de leitora exclusiva de cartilhas escolares, estar entrando no mundo da verdadeira leitura. Aquela que diz à alma, crava no peito e prende, suspende a respiração.Fio da navalha me parecia um nome irritante. Peguei-o porque queria afrontá-lo.Sempre mostrei a língua ao que me assutava. E facas, navalhas sempre provocaravam arrepios gélidos pela minha coluna. Lembro da sensção ímpar de aspirar o odoro mofado da sabedoria alí esquecida no meio das mulheres-papel.Como nenhuma Júlia, nenhuma Sabrina ou Bianca sequer dera uma piscadela ao Billy? Tomei-o pra mim. Entre tantos beijos sabidos, finais felizes iguais daqueles outros, minha irmã não sentiria falta. Não sentiu. Depois de Billy, a biblioteca antes gélida de minha escola parecia aconchegada pelo calor tênue de uma lareira. Tornou-se meu lugar preferido..antes mesmo que dentro de mim.Cada dia um livro, cada livro mais descobertas, mais sede, mais desprezo pelo animalzinho televisivo.Quando pensei que tudo nas letras era bom, descobri que alguns eram ainda mais saborosos. Aos 11 anos já trocara os programas infantis pelos jornais, o pique-esconde só me parecia interessante se soubesse que minha mãe pararia de repetir: “ Larga esse livro, vai brincar!”.Ler me transportava, fazia sentir plena, me ensinava sobre o Louvre desconhecido para minhas amigas de roda.Conheci os canais de Veneza em seus tempos gloriosos, sem ratos..rs. Caminhei por muitas estradas nas páginas lidas.Estradas de chão batido, estradas de concreto, estradas da alma. Na maioria delas, esquecia minha solitude ao lado de personagens que nasceram e morreram em páginas de papel, outros nasceram na vida e após morrerem nela, viveram nas linhas escritas.De repente, tudo se fez luz. E a luz veio da escuridão de Byron e Poe. Tornei-me amante da obscura, atormentada e tempestuosa arte de ambos. Lê-los me levou a Kafka, Nietszche... e todos me levaram a muitos outros caminhos.Na maioria das vezes jornadas solitárias,mas ainda assim únicas e povoadas, cheias do que eu ansiava. Assim dei meus titubeantes primeiros passos no mundo da leitura.
Tremia de frio na solitude de meu oitavo inverno.Sempre apreciei as baixas temperaturas, assim sentia minha calidez como se fora sinal de vida em mim.O Pica-pau me irritava e mais ainda as risadas que todos cuspiam no ar a cada “hehehehehe...” do pestilento e previsível animalzinho televisivo. Eu não tinha permissão pra mexer entre as coisas de minha irmã, mas nunca segui as regras, sempre as desvirtuei e quis afrontá-las só pelo prazer de fazê-lo. Sou filha caçula..caçulas têm prazer em irritar.Entre Júlias, Sabrinas e Biancas que sempre me pareceram mulheres sem nada a dizer, encontrei a voz masculina de William Somerset Maugham. Sempre me relacionei melhor com a objetividade masculina que com as complexidades femininas.Não imaginava possuir em minhas pequenas mãos pueris obra tão inquietante. Ao ler suas páginas de lutas redentoras, perguntas inquietantes, pensamento profundos acerca da morte e d’alma...não suporia, em minha ingenuidde de leitora exclusiva de cartilhas escolares, estar entrando no mundo da verdadeira leitura. Aquela que diz à alma, crava no peito e prende, suspende a respiração.Fio da navalha me parecia um nome irritante. Peguei-o porque queria afrontá-lo.Sempre mostrei a língua ao que me assutava. E facas, navalhas sempre provocaravam arrepios gélidos pela minha coluna. Lembro da sensção ímpar de aspirar o odoro mofado da sabedoria alí esquecida no meio das mulheres-papel.Como nenhuma Júlia, nenhuma Sabrina ou Bianca sequer dera uma piscadela ao Billy? Tomei-o pra mim. Entre tantos beijos sabidos, finais felizes iguais daqueles outros, minha irmã não sentiria falta. Não sentiu. Depois de Billy, a biblioteca antes gélida de minha escola parecia aconchegada pelo calor tênue de uma lareira. Tornou-se meu lugar preferido..antes mesmo que dentro de mim.Cada dia um livro, cada livro mais descobertas, mais sede, mais desprezo pelo animalzinho televisivo.Quando pensei que tudo nas letras era bom, descobri que alguns eram ainda mais saborosos. Aos 11 anos já trocara os programas infantis pelos jornais, o pique-esconde só me parecia interessante se soubesse que minha mãe pararia de repetir: “ Larga esse livro, vai brincar!”.Ler me transportava, fazia sentir plena, me ensinava sobre o Louvre desconhecido para minhas amigas de roda.Conheci os canais de Veneza em seus tempos gloriosos, sem ratos..rs. Caminhei por muitas estradas nas páginas lidas.Estradas de chão batido, estradas de concreto, estradas da alma. Na maioria delas, esquecia minha solitude ao lado de personagens que nasceram e morreram em páginas de papel, outros nasceram na vida e após morrerem nela, viveram nas linhas escritas.De repente, tudo se fez luz. E a luz veio da escuridão de Byron e Poe. Tornei-me amante da obscura, atormentada e tempestuosa arte de ambos. Lê-los me levou a Kafka, Nietszche... e todos me levaram a muitos outros caminhos.Na maioria das vezes jornadas solitárias,mas ainda assim únicas e povoadas, cheias do que eu ansiava. Assim dei meus titubeantes primeiros passos no mundo da leitura.
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