Hoje a saudade se fez maior
Maior que a esperança
Maior que a fé
Maior que a vida
Tenho medo dessa saudade doída, de quem sabe
Que nunca será suprida. Nunca é tanto tempo..e o tempo écurto, escorre, escapole pelas mãos.
Hoje não consigo brincar de ser feliz.
Hoje dói mais que o faz- de -conta pode encobrir.
Hoje tingi os lábios de rosa pálido, me arrumei fingindo que ele me esperava.
Mas ele não veio. E continua, Felícia, ´só com suas pérolas..cada conta apertada entre os dedos brancos e mortiços...e o que resta senão o choro convulso, a madrugada solitária, a noite escura e a dor de pensá-lo em outros braços...? E o que resta?Só resto.Só...
terça-feira, 20 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
Contas ...
Em cada noite sem luz, mesmo que enluarada
Em cada dia ensolarado,mas sem sol
Em cada respirar, sem ar
Em cada riso, sem riso...
Ela conta as contas vãs das pérolas que lhe deram para tomá-la de si
Cada conta gélida é doer
E ela conta as contas até perder-se de si
Esvair-se de si
Retorna a si..para desistir de contar as contas que a levam pra si
O eco é incômodo
é dor
é perda
é morte de mil facetas
Drummond sabia das coisas ao poetizar que um anjo gauche bailava pela terra
e a menina das pérolas e nuncas joga suas pérolas aos porcos, joga-se nelas na lama e negrume também.
Esperar a quem? Aquele que nunca, jamais vem?
Em cada dia ensolarado,mas sem sol
Em cada respirar, sem ar
Em cada riso, sem riso...
Ela conta as contas vãs das pérolas que lhe deram para tomá-la de si
Cada conta gélida é doer
E ela conta as contas até perder-se de si
Esvair-se de si
Retorna a si..para desistir de contar as contas que a levam pra si
O eco é incômodo
é dor
é perda
é morte de mil facetas
Drummond sabia das coisas ao poetizar que um anjo gauche bailava pela terra
e a menina das pérolas e nuncas joga suas pérolas aos porcos, joga-se nelas na lama e negrume também.
Esperar a quem? Aquele que nunca, jamais vem?
domingo, 11 de abril de 2010
Felícia
No puteiro mais famoso da região, somente a luz do quarto dela, Felícia, varava noite após noite acesa.
Ela sempre levava seus homens até a porta,mas nem reparava os olhares mortificantes que espreitavam das portas das demais “irmãzinhas” como as chamavam dona Carlota, senhora da casa. Felícia somente recebia o próximo da fila. Eram tantos..A noite e o dia eram tão curtos e ela dormia das 11 da manhã às 3 da tarde, quando era hora de sua reza. Só atendia depois disso.Era quando se vestia de luxuriosas rendas, transparências e cetim.
Não se sabia ao certo de onde viera, nem quantas primaveras contava. Havia apostas na cidade e em toda região perto dali. Mas ninguém havia de vencer.Felícia só sorria ao ser perguntada. Só sorria. Ainda sorria quando as carolas e senhoras de respeito da cidade a xingaram e jogavam pedra, penas e água tordada.Foi o padre Zaqueu quem a defendeu e, levando-a a sacristia, entendeu que não precisava de defesa alguma. Ele a agradeceu.
Naquele lugarzinho perdido, marcava sempre 5 em ponto no relógio desbotado da parede do bordel, quando Felícia abria a porta de seu quarto ao primeiro homem da fila. Ela era colorida sempre das mesmas cores: um dia suas rendas eram brancas, no seguinte eram rubras,mas o dia em que todos mais suspiravam, era quando viam abrir a porta a mão com mangas de renda negra. Somente uma coisa nunca mudava: as pérolas. Elas sempre estavam lá. Um colar longo correndo entre os seios fartos até sua cintura onde – antes do fim – havia um nó perene. As pérolas sempre estavam lá.
O dia em que Felícia se vestia de rendas e cetins negros era o dia em que conseguia sobrepujar sua própria beleza. A pele branca de alabastro se chocava,mas não assustava com o negrume dos panos...mais parecia deliciada em contradizê-lo. As mechas onduladas dos cabelos ruivos caiam sobre a pele fazendo par com o cetim escuro. Era ruiva. Ser ruiva e pálida em ilha de morenices era ofensivo, mas ela não se ofendia por si mesma. Sua ruivisse era tão sua que ao longe se confundia com o preto dos panos que lhe cobriam dia ou outro e se fazia negro ante o rubro do dia anterior ou o branco do seguinte.
O azul dos olhos era sempre lacrimejante, não de choro. Eram lacrimosos porque não choravam e se faziam sorrir a todo tempo. O rosto firme e de traços desiguais e não esperados era belo em sua singularidade, de forte suavidade que sequer ela desconfiava. , ainda que branca como a lua, seus dentes conseguiam ser mais alvos ao sorrir. E Sempre sorriam.
Os olhos que lacrimejavam por não poder chorar não combinavam em nada com os lábios rosados, bem desenhados e cheios que nunca diziam muito ou quase nada. Muito raro ouvir sua voz. O que se sabia era o pouco contado a contragosto pelos que saiam de seu quarto. Seus clientes não gostavam de responder sobre ela. Fingiam não ouvir. Somente dona Carlota ouvira aquela voz fora das 4 paredes do quarto do puteiro. Ela e padre Zaqueu, e ambos concordavam com o coro dos clientes assíduos da alcova de Felícia: era a voz mais perfeita mesmo em desafino ou sussurros. Dona Carlota bem pouco lembrava das notas dessa voz, pois só ouvira: “Posso trabalhar com a senhora?” há cerca de 5 anos quando aquela menina chegara sem nada mais que um colar de pérolas, um livro cujo nome não lembrava – mas que tinha um bobo da corte na capa –, meia dúzia de peças de roupa rosadas e floridas.Lembra, dona Carlota, de ter pensado que somente poderia aproveitar aquela criança para lavar pratos e bem longe dos homens brutos e animais da carne humana.
Mas Felícia se vestiu de negro naquela mesma noite, colocou suas pérolas aninhadas entre os pálidos seios e sorriu dizendo que poderia mandar o primeiro senhor que a quisesse. Não ouviu mais nada desde então. E nem lhe interessava ouvir, apesar de ser tão curiosa quanto todos sobre aquela jovem estranha. Contentava-se em receber a grande soma de dinheiro diária dos incontáveis homens que, de hora em hora, se revezavam no quarto de Felícia. Dona Carlota sabia que manter as outras “irmãzinhas” era desnecessário, pois já enricara com as filas de sempre às portas de Felícia. Mas sempre havia um ou outro que preferia a obviedade que se sabia na cama das outras “irmãzinhas”. Todas odiavam Felícia. Ela lhes roubara todos os clientes e nem era tão bonita. Tinha algo que os trazia pra si, mas não era tão bonita. Era bela, mas não bonita disse a menina modelo famosa na cidade e que já desfilara duas vezes na cidade de São Paulo. Ela era experiente nessas coisas e dizia: que os peitos, as coxas e os quadris não combinavam com ser bonita. Dizia que Felícia era fornida demais. Não servia de modelo como ela e, portanto, não era bonita. Todas as mulheres concordavam. Felícia ouvia quando falavam essas coisas no caminho do bordel à igreja, mas só sorria. Sempre sorria. Sorria e corava. Como uma puta podia corar? Absurdo isso! Mas Felícia corava. Agarrava seu livro – não era a Bíblia... Era o livro com o bobo da corte -, apertava suas pérolas, sempre elas e apressava o passo corada. Felícia corava.
O padre Zaqueu certa vez ousara perguntar com toda delicadeza:
- O que vistes procurar aqui Felícia?
A menina das pérolas apertou seu bobo da corte junto ao peito e respondeu com olhos marejados que não choram:
- Não vim procurar. Vim trazer. E vim esperar me buscarem. Ele Virá. - e beijou o bobo da corte sem cores do livro batido do qual jamais se separava. Sempre andavam os três juntos: Felícia, seu bobo da corte e suas pérolas. O padre se perguntava intimamente, assim como dona Carlota, se ela largava o livro na hora do ofício, ao menos. Devia largar.O que faria uma puta com um livro nas mãos na hora do laboro? Dona Carlota não imaginava o que se dava naquele quarto para Felícia ser tão prezada pelos clientes, mas certamente nenhum jamais reclamara... Ela devia largar o livro sim. Dona Carlota não gostava de suas putinhas,mas as preferia em vez de Felícia. Ela lhe dava lucro incrível. Todo homem a queria e, geralmente, voltavam todos os dias para vê-la. Mas a profundeza e estranheza dela davam medo em dona Carlota..preferia suas putas sabidas que faziam barulho, reclamavam da comissão e do mau cheiro dos clientes.
Felícia nunca reclamava de nada. Nem da comida, nem dos homens porque todos os seus iam sempre asseados e perfumados, cheios de água de colônia. Felícia custava mais caro que qualquer puta da casa, mas eles não mediam capital e ainda lhe traziam presentes que Felícia sempre doava às “irmãzinhas” ou à quermesse do padre. “Só preciso de minhas pérolas.” Do muito dinheiro que todos os dias ganhava, retirava – quando muito – 10% para si e entregava o resto a uma saltitante dona Carlota.
Era 12 de junho, uma noite fria de lua nova, quando dona Carlota subiu para verificar o porquê dos resmungos masculinos. O Relógio já contava 7 da noite e a porta de Felícia ainda não abrira uma única vez informaram-lhe os clientes, mais preocupados que irritados. Nenhum jamais se atreveria a adentrar no quarto dela sem que ela lhes abrisse a porta. Dona Carlota foi quem o fez. Segundos depois, o recinto estava repleto por dezenas de homens que se acotovelavam, mudos, pasmos e que disfarçavam olhos vermelhos.
De uma das vigas de madeira do telhado pendia Felícia. A grossa corda que rodeava seu pescoço em nada combinava com a delicadeza de sua tez... Nem os olhos injetados e estatelados que perdiam o azul para o tom sanguinolento. Ela se vestira para aquilo. Nos pés sapatos de salto e bicos finos de cor preta, pelas pernas alvas subiam meias 7/8 negras que terminavam em renda nas coxas e, ali, se juntavam ligas. O busto de marfim era sustentado, também por renda negra do soutien que escolhera em par com a calcinha comportada. Escorrendo entre os seios, como sempre, o colar de pérolas agarrado por mãos rígidas e gélidas no ponto em que havia o nó. O robe negro de cetim caíra ao chão junto ao livro..junto ao bobo da corte tão sempre cuidado,mas agora caído no chão, amassado por apertos de mãos agozinantes por ar.
Dona Carlota aos gritos perguntou qual dos clientes teria tido coragem de fazer tal absurdo com a menina e o porquê.Todos se entreolharam sem entender,mas só um teve coragem de dizer o que nunca antes ninguém dissera: - Dona Carlota, a senhora nos “adescurpe” ,mas ninguém nunca que iria encostar nem para carinho na menina Felícia.
Sem entender e sem acreditar Carlota berrou: - Como que ninguém tocaria numa puta, oras faz o favor, seu Josué!
O coro de revolta foi geral. Felícia não era puta, diziam todos e dona Carlota que se benzesse ao falar o nome da menina. Ninguém nunca, jamais a tocara sequer nas mãos.
- Como? Mas, então.. Como? O quê???? A cafetina não compreendia como aquilo podia ser. Fazia anos aquele quarto era frequentado por dezenas de homens diariamente..como? Não entendia.
Olhou os homens perfumados e esmeradamente arrumados que vieram ver Felícia naquela noite. Todos choravam baixinho olhando o corpo suicida pendido do teto. Cada um trazia nas mãos uma flor, bombons ou um outro mimo qualquer. Era 12 de junho e a menina Felícia deixava a vida sem nenhum dos presentes que imaginava em sonhos cor de rosa, sem as flores que ansiara, sem o entrelaçar de mãos que sonhara. Morrera Virgem à espera de quem nunca veio. Felícia a única puta virgem já sabida...à espera de seu Bobo da corte, com 10% de seu dinheiro religiosamente gastos em presentes que nunca chegariam a quem nunca veio buscar-lhe. Nenhum dos homens que entrara naquele quarto tantas vezes jamais revelou o que lá acontecia. Somente afirmavam com uma verdade inquestionável: ninguém NUNCA tocara na menina Felícia, sequer em um aperto de mão. Só diziam que Felícia os fizera felizes e marejavam os olhos pela puta virgem que se fora esperando, agarrada às suas pérolas.
Mirian M. Brugnara
sábado, 3 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Outra vez - Tradução plena de mim.. perfeito.
http://www.youtube.com/watch?v=_p2ZDz18Rf0&feature=related
Você foi!
O maior dos meus casos
De todos os abraços ( e nunca pude ter..nem em troca de minha vida..)
O que eu nunca esqueci
Você foi!
Dos amores que eu tive (o real e pleno ..único)
O mais complicado
E o mais simples prá mim...
Você foi!
O melhor dos meus erros (sempre achei ser e ainda acho..um acerto)
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ( euzinha, um fusca com ferrari? só eu mesma pra acreditar...)
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez...
Você foi!
A mentira sincera (eu sempre falei verdades...)
Brincadeira mais séria (só vc brincou...)
Que me aconteceu
Você foi!
O caso mais antigo
E o amor mais amigo (mais lindo..a coisa mais linda do mundo)
Que me apareceu...
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...
Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...
Ah!
Você foi!
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos (Big Boss me fez pensar que felicidade era pra mim..)
Que eu pude fazer...
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez....
Você foi!
O maior dos meus casos
De todos os abraços ( e nunca pude ter..nem em troca de minha vida..)
O que eu nunca esqueci
Você foi!
Dos amores que eu tive (o real e pleno ..único)
O mais complicado
E o mais simples prá mim...
Você foi!
O melhor dos meus erros (sempre achei ser e ainda acho..um acerto)
A mais estranha história
Que alguém já escreveu ( euzinha, um fusca com ferrari? só eu mesma pra acreditar...)
E é por essas e outras
Que a minha saudade
Faz lembrar
De tudo outra vez...
Você foi!
A mentira sincera (eu sempre falei verdades...)
Brincadeira mais séria (só vc brincou...)
Que me aconteceu
Você foi!
O caso mais antigo
E o amor mais amigo (mais lindo..a coisa mais linda do mundo)
Que me apareceu...
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez...
Me esqueci!
De tentar te esquecer
Resolvi!
Te querer, por querer
Decidi te lembrar
Quantas vezes
Eu tenha vontade
Sem nada perder...
Ah!
Você foi!
Toda a felicidade
Você foi a maldade
Que só me fez bem
Você foi!
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos (Big Boss me fez pensar que felicidade era pra mim..)
Que eu pude fazer...
Das lembranças
Que eu trago na vida
Você é a saudade
Que eu gosto de ter
Só assim!
Sinto você bem perto de mim
Outra vez....
Carne
Trêmula
Fremindo de querer
Ressabiada de doer
Doendo que chega a arder
Balbúcio de vida em corpo estranho, autômato
Sem vida
Trêmula
Cingindo costuras, alinhavos e arremedos de gente
Sendo menos que o poderia ser
Pertencendo nem a si mesma, nem pra quem veio ao mundo só pra ser
Sussurros de pesadelos que desatinam a doer
Sem vida
Trêmula
Trêmula
Trêmula
Trêmula
Trêmula
As mãos se apertam pra não denunciar o tremer
Os lábios e as pálpebras em convulsão, não colaboram
Trêmula
Trêmula
Trêmula
Trêmula... 2,999999999999
Fremindo de querer
Ressabiada de doer
Doendo que chega a arder
Balbúcio de vida em corpo estranho, autômato
Sem vida
Trêmula
Cingindo costuras, alinhavos e arremedos de gente
Sendo menos que o poderia ser
Pertencendo nem a si mesma, nem pra quem veio ao mundo só pra ser
Sussurros de pesadelos que desatinam a doer
Sem vida
Trêmula
Trêmula
Trêmula
Trêmula
Trêmula
As mãos se apertam pra não denunciar o tremer
Os lábios e as pálpebras em convulsão, não colaboram
Trêmula
Trêmula
Trêmula
Trêmula... 2,999999999999
quinta-feira, 1 de abril de 2010
O vislumbre invejoso do momento e do tanto que ela o tem faz revirar o estômago
Vem a golfada e junto saem a esperança, a vida
Vai ralo abaixo o sonho que amargou feito fel
Quão sagrada é a bulimia dos tristonhos, do Quixotes de triste figura
Que vomitam e agridem corpo tornando alma menos doída
Quão abeçoada é a ajuda e dedicaçãoa vida alheia
Que permite quem não vive integrar-se no faz de conta do dia a dia
Experimentar pequenas coisas de verdade inda que de mentira
Quão desejado é o nascer do Sol
Que permite fingir riso a lágrima nata
Quão assustador e permissivo, querido o anoitecer
Que permite o ator limpar a maquiagem, mostrar ao espelho a face de alabastro: sem cor, sem vida
Que permite o choro represado nas horas acompanhadas do dia
Quão macio é o leito que mais que dormir, deixa fraquejar, desmontar deixa ser o que é, sentir o que sente, doer o que dói, gritar o pesadelo sonhado e sonhar o pesadelo travado
Hoje o escuro me faz medo, outrora era meu amis íntimo amante..hoje faz medo. Preciso acender luminárias.
Não sei onde enfiei minha luz porque não tenho bolsos.
Vem a golfada e junto saem a esperança, a vida
Vai ralo abaixo o sonho que amargou feito fel
Quão sagrada é a bulimia dos tristonhos, do Quixotes de triste figura
Que vomitam e agridem corpo tornando alma menos doída
Quão abeçoada é a ajuda e dedicaçãoa vida alheia
Que permite quem não vive integrar-se no faz de conta do dia a dia
Experimentar pequenas coisas de verdade inda que de mentira
Quão desejado é o nascer do Sol
Que permite fingir riso a lágrima nata
Quão assustador e permissivo, querido o anoitecer
Que permite o ator limpar a maquiagem, mostrar ao espelho a face de alabastro: sem cor, sem vida
Que permite o choro represado nas horas acompanhadas do dia
Quão macio é o leito que mais que dormir, deixa fraquejar, desmontar deixa ser o que é, sentir o que sente, doer o que dói, gritar o pesadelo sonhado e sonhar o pesadelo travado
Hoje o escuro me faz medo, outrora era meu amis íntimo amante..hoje faz medo. Preciso acender luminárias.
Não sei onde enfiei minha luz porque não tenho bolsos.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE
C.L.
C.L.
Tentação...more Lispector..estou repleta de Clarice até as entranhas.
Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.
Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.
A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.
Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo.
Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos - lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.Mas ambos eram comprometidos.
Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina. Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.
Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Atribuído a Clarice Lispector... adoro ler pq sou do contra tbm.. sou inversa, sou Lispector...
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...
Atribuído a Clarice Lispector... adoro ler pq sou do contra tbm.. sou inversa, sou Lispector...
CERTO-ERRADO
Há muito me questiono se minha retidão me é causa de dor.
Sempre tentei tingir a verdade do mundo com cores mais suaves, com cores que costumo ver..
E vejo retidão, verdade e franqueza..gentil fraqnueza - pq verdades podem sê-la e ainda assim serem delicadas - sempre vejo entrega demais.
Mas sabes que? rsrs Só eu evjo essas cores...quem diz vê-las parece dizer. A palavra é um ato, é fato.
Tenho a palavra por profissão e por paixão e não uso como fora coisa sem valor. Palavras ditas não voltam e podem cortar, mandar a UTI ou matar.
Ando achando que o certo é ser errado..que tudo que me esninaram sobre catáter e dignidade era mentira.. e sabe.. não me ensinaram com palavras, ensinaram com exemplos.
Aplico o comportamento que aprendi a tudo e a todos,mesmo ao "inimigo"..que, na verdade, sequer creio existir. Eistem somente pessoas que não precisam conviver conosco.
Lamento e sinto doer como as pessoas usam as outras tal qual filtro de passar café. Não sou café, sequer chá.. sou´antes água..límpida o máximo que pode e permitem.
O que não concordo falo, se for de minha conta.
Sóp gosto de ganhar o que me querem dar. Presente pedido não tem sabor. Ao menos não para mim. É assim que se faz? Assim que gente normal faz? Pede? Sei cnão.. nunca me dão presentes.. Deus deu-me alguns em forma de gente.. mas eu os pedi.. pedi em oração.. ele caprichou, especialmente ao mandar o maior de todos: O AMOR. Inda que seja amor unilateral, que foi por piedade, por benevolência...
Eu amo..
Odeio mentiras, já errei ao usá-las em outros tempos, mas não com meu amor. Nunca o menti. Nem jamais lhe menti. Jamais! Minto somente a mim mesma..minto que não o espero me vir buscar, minto-me que não anseio ele me querer de volta, minto que não invejo os estranhos que por ele passam na rua,minto que não desejo ardentenmente que ele diga "Ei, vem cá minha bibizinha...minha mulerzinha, meu amor, meu presente maior..."Minto pra mim todo dia essas mentiras cruéis porque assim me permito acordar e sonhar de olhos abertos. Afinal ..é só que me resta..sonhar o que poderia ter sido..
Porque cansei de careditar queser correta e amar com verdade seja o suficiente.
Sempre que fui correta, especialmente assumindo meus erros, fui julgada como em juri por homicídio triplamente qualificado... durmo em paz..pois minto somente a mim.
Minto que ele me quis de verdade..minto que ele ainda me quer.. minto que não morro a cada segundo sem ele. MINTO QUE NÃO SONHO TOCAR SEUS CABELOS, OUVIR SUA VOZ, RECEBER SUAS FLORES E PERTENCER SOMENTE A ELE....como só ele saberia me tomar. Minto a mim pra sobreviver. Mas que triste sempre perder a batalha pra quem faz errado.. acho que meu erro é fazer correto demais. Que saudades... que saudades...
terça-feira, 23 de março de 2010
Vc não sabe?
Que não durmo noites e noites pra velar seu sono?
Que consigo comer só se imaginar você comendo?
Você não sabe...
Que te desejo boa noite toda noite de choro longe de ti?
Que abraço forte o travesseiro em nossa cama prapoder te sentir?
Você não sabe...
que pensei me dar a qualquer um pra só poder imaginar ser você?
Você não sabe....
Que qdo está triste ou quando sereneia em sono agitado, minha voz sussurra cantigas de ninar em seu ouvido?
Que meu dedos alinham em acrícias seus cabelos negros?
Você não sabe...
Que dou bom dia a imagem que me deixou, vaga em olhos míopes e memórias ruim, TODO dia?
Que qdo vc dói, eu choro aqui?
Você não sabe...
Que qdo vc sorri, mesmo por ela, meu coração se acalma?
Que espero com esperança vã e louca como o mais doido esquizofrênico que vc me venha buscar pra si de volta, posto que só posso pertencer a ti?
Você não sabe...
Que sonho com vc toda vez que durmo desde o dia em que apareceste sei lá de onde, me desafiando a ser vida e reclamando estar preso no frio do tempo e d'alma?
Que NUNCA sonhei com nenhum amor dos que tive?
Você não sabe...
Que até meu grande amor se fez penumbra ante vc em mim?
Que vc foi feito sob medida pra me fazer feliz?
Você não sabe...
Que só durmo qdo sinto seu ressonar?
Você não sabe...
Que não morro pra te me dar?
Que mais que princípios, o que me impede de mostrar a cobra seu próprio veneno..é te amar e não te querer doer?
Você não sabe que "longe de ti tudo parou..."?
Você não sabe como bom amar você? Que roubaste-me de mim?
Você não sabe que aquela flor virtual que achei ser só nossa é mais importante que qualquer coisa?
Você não sabe que tatuado em minha pele teria seu nome sem nenhum pudor?
Você não sabe que deixaria os meus sem pudor algum se te pudesse ao menos uma vez tocas os cabelos?
Você não sabequantos versos escrevi pra ti, quantas cartas não enviadas, quantos presente comprados, quantas horas esperadas... e não sabe, mais que tudo, que tudo foi e é só por AMOR, não ppor te querer cobrar. Porque amor não cobra, só quer amor que retorna...
S.S.B.
Perda da inocência
Deixei de ser menina nauele dia emq ue viestes "com mala e bagagem pra dentro de mim...".
Passei a ser mulher quando dei a você corpo, alma, pele e coração.
Tornei-me puta quando me avisaram que sou "prostituta feiosa" e não sirvo pro show de aloprados.
Virei vadia quando quem eu avreditei e entreguei amor maior que pode existir, aceitou de bom grado me perder e glorificar "pessoa" sem alma que rastreiando sua calda sibilante move dedos e apontas dentes repletos de veneno.
Tornei-me escória no dia em que minha ausência fez festa e feslicidade aos ímpios que Deus prometera manter longe de mim.
Tornei-me pagã, herege. descrente no dia em que o anjo que Deus me deu me quis perder.
Tornei-me farrapo, sombra de gente no dia que meu bambinni com atitudes dementiu cadaplavra que me disse...que falta vc me faz.. que falta me faz vida n'alma.
Tornei-me zumbi, subvida quando ele deu a ela o que sónós dois tínhamos...tornei-me ausencia de mim..desejo de grito, de misérias... desejo deimplorara pra dizer e mostrar que tudo fora real..que eu não me enganei.. não mais uma vez. não dessa vez.. não você.
Tornei-me vã esperança de atitudes que me digam estar errada... e que façam parar de doer.. que me atirem em seus braços..que me permitam tocar os cabelos e lábios com que sonho há quase 1 ano.Tornei-mecativa de im mesma.
Estar só
Você sabe que está só ...
...quando a pessoa por quem daria a vida e te prometeu amar, sorri sem sentir sua ausência;
... quando sua caixa de e-mails não é mais que receptáculo de anuúncios promocionais;
... quando os amigos que vc pensou ter, somem ante sua dor;
... quando o motivo de vc estar viva não lembra de você;
...quando o motivo de sua vida, só lembra de sorrir e ser feliz com quem imagina ser felicidade;
... quando passa noite em claro e nenuma mensagem no MSN, celular ou qualquer lugar te chama;
... quando vc não tem um abraço;
...quando o ex te ligar dizendo que pode contar com ele, porque nunca viu tanto amor e dor nuns olhos só..que queria um dia ser amado dessa forma como amo Francisco;
Você sabe quando está só, quando quem te disse amar não faz nada pra vc saber disso.
.... quando vc chora dia e noite, assustando pais e alunos porque não consegue deixar de doer pela falta.
.... quando quem mais conhecia sua alma brincou com vc e seus maiores temores.
.... quando a psicólogo que vc nem tem dinheiro pra pagar,olha ocm pena pra vc..pq ela sabe que vc está doendte de tanta lucidez;
Você sabe que está só quando não dorme, não come, não movimenta a vida esperando que alguém machuque o ser que mais vc ama e não podes ajudar.VOCÊ SENTE QUE ESTÁ SÓ... QUANDO SUA ALAMA DÓI E DEPOIS ANESTESIA-SE
segunda-feira, 22 de março de 2010
Confesso que me emocionei..chorei mesmo com carinho de Chris e Lu.. Obrigada de core.
Confesso que nunca imaginei isso tudo.. Tanto amor..nem sabia que exista.
Confesso que há muito não sou adolescente e sei, conheço exatamente o que me vai na alma e core.
Confesso que sabê-lo respirar já me é motivo pra sorrir.
Confesso que eu NUNCA vou atentar contra mim mesma.. Não faço parte desse tipo de show, pq encontrei motivo pra viver..inda que o motivo não me queira..
Confesso que ele entende tudo errado... Nunca me foi dor..só vontade de vida.
Confesso que tenho medo dele sofrer e não me procurar para o colo, por orgulho... e tenho tanto medo de qdo ele for sofrer.. Quero que sofra nunca não, mas...
Confesso que não quero me afastar dele, mas faço isso pq parece ser o melhor pra ele...
Confesso que o amo cada dia mais.. a cada nascer do sol
Confesso que lamento ele não me permitir fazê-lo feliz.. E ele sabe que posso.
Confesso que sei que ele me ama..
Confesso que lamento não ser suficiente pra ele...magine.. seria eu um "fuque" com uma Ferrari (ele)..doida eu.. Utópica.
Confesso que gostaria de poder dizer que amo sem restrições gritar o nome dele..acho que aqui posso: Amoooooooooooooooooooo vc, opa... não devo poder não.. nunca posso nada..:(. Upaaaa de S.S.B.
Confesso que nunca imaginei isso tudo.. Tanto amor..nem sabia que exista.
Confesso que há muito não sou adolescente e sei, conheço exatamente o que me vai na alma e core.
Confesso que sabê-lo respirar já me é motivo pra sorrir.
Confesso que eu NUNCA vou atentar contra mim mesma.. Não faço parte desse tipo de show, pq encontrei motivo pra viver..inda que o motivo não me queira..
Confesso que ele entende tudo errado... Nunca me foi dor..só vontade de vida.
Confesso que tenho medo dele sofrer e não me procurar para o colo, por orgulho... e tenho tanto medo de qdo ele for sofrer.. Quero que sofra nunca não, mas...
Confesso que não quero me afastar dele, mas faço isso pq parece ser o melhor pra ele...
Confesso que o amo cada dia mais.. a cada nascer do sol
Confesso que lamento ele não me permitir fazê-lo feliz.. E ele sabe que posso.
Confesso que sei que ele me ama..
Confesso que lamento não ser suficiente pra ele...magine.. seria eu um "fuque" com uma Ferrari (ele)..doida eu.. Utópica.
Confesso que gostaria de poder dizer que amo sem restrições gritar o nome dele..acho que aqui posso: Amoooooooooooooooooooo vc, opa... não devo poder não.. nunca posso nada..:(. Upaaaa de S.S.B.
domingo, 21 de março de 2010
Sou um insulto.. a mim mesma.
Tentei pensar palavras de efeito que me desenhassem bonita, esqueci que sequer um carneiro sei desenhar... talvez eu seja justamente o que não sei ser..a inspiração para o poema não escrito, o beijo ainda não beijado.. o abraço que ainda está de braços ausentes.. talvez eu seja a luz que me falta ser..quem sabe não sou a estrela que procuro na noite?! Não.. essa não sou...o que serei eu,e ntão?Quando descobrir, creio que não desejarei mais me ver..que sabor teria sentir todo o gosto de si?! O mesmo insípido sabor da água, quem sabe.. não sei..e o que sei me falta saber. O que mais nsei de mim é o que não sei ser. Não sei ser riso semvontade, não sei ser amor de faz de conta, não sei doer sem sentir dor, não sei me dar sem querer me dar, não sei amar sob regras e condições, porque amar é simples assim, basta..amar. Não sei magoar por opção, desgostar sem ter porquê, não sei ouvir grito sem sussurar calmaria. Não sei deletar e afastar o amar. Sei que amo. Amei outrora e ainda sinto..porque só sei amar de verdade. Aqueel amor coninua aqui e sua vontade póstuma só deu uma volta pq a luz do novo dia só quer ser penumbra. Que seja penumbra visto que não meouve luz. Antes penumbrada luz alheia por tempo curto agendado, que escuridão própria pelo mesmo curto tempo. é outra coisa que sei que não sou: tempo do tempo. Sou atemporal. Meu tempo sou eu quem dito e meu pra sempre pde ser tão breve quanto um pulsar. Já contei meus pulsares para saber pra onde e até que lugares..e , no final, não sei ser o que não sou. Mesmo que os outros queiram.
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